Análise de InstagramCada marcador aponta um achado exatamente onde ele mora no perfil, e cada publicação da grade abre com a leitura dela. Nada aqui é opinião solta: tudo saiu do que está publicado. Leitura de 28/09/2026, sobre as 36 publicações mais recentes. O botão no topo alterna entre o perfil como está hoje e uma proposta que só reorganiza o que já existe.

Nas 36 publicações há 10 vídeos e 26 imagens. A mediana dos vídeos é de 0,44%, a das imagens é de 0,22%: o vídeo rende 2,06 vezes a imagem neste perfil. Em curtidas, a mediana é de 63,5 por vídeo contra 25,5 por imagem.
A virada já começou. Nas 24 publicações anteriores havia 5 vídeos; na janela das 12, de 17/08/2026 a 22/09/2026, são 5 em 12, ou seja, a fatia de vídeo passou de 1 em cada 4,8 para 1 em cada 2,4. E os dois formatos subiram ao mesmo tempo: as imagens saíram de 0,17% para 0,30% e os vídeos, de 0,37% para 0,52%. Não é só mistura, é execução.
Dentro do assunto que mais ocupa o calendário, a leitura de mercado, os 2 vídeos fazem 0,65% de mediana contra 0,18% das 15 imagens do mesmo assunto. O caminho é fixar dois vídeos por semana, mantendo a leitura de mercado também em imagem. O material de apoio já existe: o corte de palestra de 17/08/2026 (0,56%) mostra que arquivo antigo funciona, e o vídeo de 21/09/2026 (0,95%) é o desenho que mais rendeu na janela.
A bio traz '👇 Comece a gerar sua renda em dólar.' com a seta apontando para o link operacao.defiers.app. Nas 36 legendas, 25 pedem para seguir o perfil (18 delas com a frase exata 'Segue o @andreharo') e nenhuma, zero das 36, cita o link ou a bio.
Sete legendas falam da comunidade DeFiers no texto, inclusive 'Essa operação foi compartilhada dentro da comunidade do DeFiers' (13/08/2026), sempre sem dizer onde ela fica; outras duas só trazem a hashtag. Com 15.305 seguidores e 2,33 publicações por semana, é muito tráfego passando por uma porta que a legenda nunca aponta.
As duas mais recentes, de 21 e 22/09/2026, já não pedem para seguir: terminam com pergunta para os comentários, e a de 21/09/2026 é a de maior engajamento da janela. O fechamento já está sendo testado; falta usar esse espaço, uma vez por semana, para o link que o próprio cabeçalho anuncia.
O Haro Explica tem quatro capítulos nas 36: 02/08/2026 ('O que é DeFi?'), 08/08/2026 ('O que é Pool de Liquidez?'), 16/08/2026 ('Por que o seu dinheiro compra cada vez menos?') e 30/08/2026 ('o Bitcoin tem lastro?'). A capa de 30/08/2026 é uma página de quadrinhos com a marca 'HARO EXPLICA' no alto à esquerda, a etiqueta 'BITCOIN' à direita e o rodapé '1 / 10' com '@ANDREHARO'.
É o conteúdo que mais move conversa no perfil: 26,8 comentários por 100 curtidas, contra 16,5 do perfil inteiro e 11,9 da leitura semanal de mercado. O capítulo de 30/08/2026 tem a maior taxa das 36, 42,3 por 100 curtidas. Em engajamento, a mediana do grupo é de 0,20%, abaixo dos 0,28% do perfil: a página de quadrinhos atrai menos curtida e mais discussão.
Existe série com nome, identidade visual, ordem declarada de capítulos e a maior taxa de resposta do perfil. E ela só existe enquanto está na grade, porque o cabeçalho não tem nenhum destaque. Quem chega hoje não consegue começar do capítulo um, que é exatamente o que as legendas pedem.
A correção não pede conteúdo novo: três destaques com o que já foi publicado. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
Antes de tocar em 'mais', o visitante lê: 'Cofundador @defiersclub / Analista @wesearchdao / 👇 Comece a gerar sua renda em dólar. / Seu dinheiro não precisa morar no...'. O que fica escondido é exatamente ' Brasil.'. A bio entrega cargo, empresa e chamada antes do corte, o que já é mais do que a maioria faz. O que ela perde é o desfecho da frase mais forte do perfil.
A ideia que fica pela metade é a tese da casa: 'renda em dólar' aparece 16 vezes, em 14 das 36 legendas, e 'Brasil', 8 vezes em 4 delas. Trocar a ordem das duas últimas linhas resolve: a frase inteira antes do corte, e a chamada com a seta colada no link, no fim.
O campo de nome traz só 'André Haro', e a categoria do perfil está vazia. O campo de nome é um dos campos lidos pela busca do Instagram e hoje não carrega nenhuma palavra do assunto. 'André Haro | Renda em dólar' usa uma expressão que já está na bio e faz o perfil ser encontrado por quem busca o tema, não só por quem já sabe o nome.
As duas correções estão desenhadas na versão proposta. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
Leitura de mercado e macro (Bitcoin, Fed, juros, balanços): 17 das 36, mediana de 0,19%. DeFi e tokenização na prática: 9 das 36, 0,26%. Haro Explica: 4, 0,20%. Tese assinada sobre Brasil e dólar: 3 publicações, mediana de 0,64%, com 07/08/2026 (1,20%), 30/05/2026 (0,64%) e 02/09/2026 (0,52%).
A tese assinada rende 3,38 vezes a leitura semanal de mercado, com um terço do volume dela. Este público responde mais quando André toma posição em nome próprio do que quando ele relata o que o mercado fez. É o grupo mais raro do calendário e o de maior retorno por publicação entre os grupos de conteúdo.
A leitura semanal é o serviço do perfil e deve continuar. O que muda é a abertura: usar a frase de posição que ele já escreveu, 'você pode viver no Brasil, mas o seu dinheiro não' (legenda de 02/09/2026), e subir a tese assinada de três em quatro meses para uma a cada quinze dias, no desenho que ele mesmo já usou, como a comparação de preços da camisa da Seleção em real e em dólar de 30/05/2026 (0,64%).
Das 39 posições visíveis da grade, 8 são publicações em colaboração hospedadas em outras contas, e 3 delas estão entre as seis primeiras: os dois primeiros quadros (@odancrypto e @wesearchdao) e o sexto (@wesearchdao de novo). A primeira publicação do próprio perfil é a de 22/09/2026 (0,50%), a arte de touro com 'BULLRUN OU BULLTRAP', que traz '@andreharo' num canto do rodapé e a marca 'wesearch' no outro.
Entre as 12 capas da janela, a assinatura mais repetida é o cartão em formato de tuíte, com foto, nome, selo e o rodapé '@ANDREHARO': aparece em 4 delas (14/09, 31/08, 24/08 e 20/08/2026), com mediana de 0,37%. Ao lado dele convivem a página de quadrinhos (30/08), a arte de enquete (23/08), a captura de vídeo com texto por cima (21/09, 02/09 e 17/08) e, em 22/08/2026, uma capa de fundo preto com as palavras 'aqui no Brasil' em amarelo.
Só uma linguagem se repete mais de três vezes, e ela já é o padrão mais reconhecível que ele tem, sem ainda ser o padrão da casa. Eleger o cartão de tuíte como assinatura da leitura de mercado e desenhar capa para todo vídeo, inclusive cortes e reaproveitamentos, em vez de deixar o primeiro quadro virar capa, como em 22/08/2026.
Este perfil já resolveu a parte que costuma demorar anos: tem tese própria, tem serviço e tem rosto. A bio declara cargo e função em uma linha cada, o selo de verificação está no lugar, e a expressão "renda em dólar" aparece 16 vezes, em 14 das 36 legendas, sempre com a mesma promessa. O público responde: a mediana das 12 publicações mais recentes é de 0,37%, acima da régua de 0,30% do Instagram, e a taxa de conversa é de 16,5 comentários por 100 curtidas, com a série Haro Explica chegando a 26,8. Os 10 vídeos das 36 têm fala transcrita, e em nove deles é André quem conduz a explicação em primeira pessoa, do racional da montagem ao aviso de risco; o décimo, de 07/08/2026, traz a sátira que a própria legenda credita a @damonimani.
O que falta é distribuição do que já está pronto. O cabeçalho não tem nenhum destaque, então a série de quatro capítulos e as operações mostradas do começo ao fim só existem enquanto estão na grade. Nenhuma das 36 legendas aponta para o link operacao.defiers.app, enquanto 25 delas pedem para seguir o perfil. E o calendário está invertido em relação ao que o público pede: a leitura semanal de mercado ocupa 17 das 36 publicações, com mediana de 0,19%, e a tese assinada sobre Brasil e dólar, que faz 0,64% de mediana em 3 publicações, apareceu três vezes em quatro meses.
O caminho está dentro do próprio perfil. O vídeo rende 2,06 vezes a imagem (0,44% contra 0,22%) e, na janela recente, a fatia de vídeo dobrou enquanto a mediana subia de 0,20% nas 24 publicações anteriores para 0,37% nas 12 últimas, com os dois formatos melhorando ao mesmo tempo. O melhor vídeo da janela, em 21/09/2026 com 0,95%, faz a receita completa: leitura de gráfico com prazo definido, dois níveis de resistência, aviso contra promessa fácil e pergunta direta para os comentários, e a legenda repete os mesmos números e o mesmo prazo do áudio, de modo que quem assiste sem som recebe a análise inteira. Repetir esse desenho duas vezes por semana, com a tese assinada abrindo a leitura de mercado e com três destaques guardando o que já foi publicado, é a mudança que o perfil pede.
O contexto joga a favor. O Instagram é citado por 27% dos investidores brasileiros como canal onde buscam informação sobre investimentos, à frente da televisão, e 29 milhões de brasileiros, ou 17,2% da população de 16 anos ou mais, já tiveram criptomoedas, o que dá tamanho ao conteúdo explicativo e não só ao conteúdo para quem já opera (bloco 05). No comparativo medido no mesmo dia e pelo mesmo método, no bloco 06, a mediana de 0,28% das 36 fica acima da de três das sete referências do nicho, todas com público bem maior, e ainda abaixo da régua de 0,54% dos perfis pessoais de 10 mil a 50 mil seguidores: é exatamente a distância que a janela recente já começou a encurtar.
Tese própria, serviço declarado na bio, selo e rosto: em nove dos dez vídeos é André quem conduz a explicação em primeira pessoa, do racional ao aviso de risco.
Distribuição. Nenhum destaque no cabeçalho, nenhuma das 36 legendas apontando para o link, e o assunto de maior retorno (0,64% de mediana) publicado três vezes em quatro meses.
Repetir duas vezes por semana o desenho do vídeo de 21/09/2026, que fez 0,95%, e abrir três destaques para guardar o que já foi publicado.
O cabeçalho de André Haro entrega em quatro linhas o que muitos perfis não dizem em quatro meses: cargo, função, promessa e tese. O que já é ativo e o que ainda é espaço estão lado a lado abaixo, e cada item saiu de um dado desta análise.
Como o cabeçalho aparece hoje, palavra por palavra: "Cofundador @defiersclub / Analista @wesearchdao / 👇 Comece a gerar sua renda em dólar. / Seu dinheiro não precisa morar no... mais". Trocar a ordem das duas últimas linhas resolve o corte sem tirar nada: a tese sobe inteira e a chamada com a seta passa a ficar colada no link.
As barras seguem a ordem da grade, da mais recente para a mais antiga. Dentro de cada quadro, as linhas vão da maior para a menor em engajamento. Cada barra e cada linha abrem a publicação com a legenda inteira. A janela vai de 17/08/2026 a 22/09/2026, e a mediana dessas 12 é de 0,37%.
A régua do Instagram em 2026 é de 0,30%. Sete das 12 estão nessa régua ou acima dela, o que já coloca a janela recente acima da mediana das 36, de 0,28%. A maior é a de 21/09/2026, com 0,95%, um vídeo de leitura de gráfico com nível, prazo e pergunta no fim. As duas menores são a enquete de 23/08/2026, com 0,10%, e o vídeo de 24/08/2026, com 0,21%. Entre o topo e o piso da janela há uma distância de quase dez vezes, e a diferença não está no dia nem no formato: está em quanto cada publicação entrega de posição própria, com data e número, contra quanto ela explica um conceito em tese.






A mediana deste grupo é de 0,54%, e três das cinco publicações em vídeo da janela estão aqui. O que elas têm em comum é uma posição com endereço: um nível de preço, um prazo, uma data de live ou a tese sobre Brasil e dólar, que nas 36 faz 0,64% de mediana contra 0,28% do perfil. Regra prática: toda leitura de mercado deve sair com um número a defender e um prazo em que ela se confirma ou não.






A mediana deste grupo é de 0,25%. O fio comum é o assunto explicado em tese, sem episódio datado: leitura de mercado e macro rende 0,19% de mediana nas 36, é o assunto em que este público menos responde por publicação, e o Haro Explica fica em 0,20%, ainda que lidere a conversa do perfil com 26,8 comentários por 100 curtidas. Cinco das seis pedem para seguir o perfil, e nas 36 as 25 legendas que fazem esse pedido têm mediana de 0,24%, contra 0,50% das 11 que não fazem. Regra prática: manter a explicação, mas abrir cada uma com uma operação ou um episódio com data, e trocar o pedido de seguir pelo caminho da bio.
No Instagram a legenda aparece cortada: o que sobra na grade e no feed é a primeira linha. Nas 36 publicações de 25/05/2026 a 22/09/2026, essa primeira linha se divide em seis tipos de abertura, e a diferença entre eles é grande. As 12 legendas que abrem afirmando uma tese fazem mediana de 0,51%, quase o dobro da mediana do perfil (0,28%) e acima da régua de 0,30% do Instagram. As 14 que abrem pelo estado do mercado do dia fazem 0,19%. As três publicações de vida pessoal ficam fora deste recorte: não são molde de conteúdo.
1,20% de engajamento, vídeo de 07/08/2026, o maior das 33 publicações de conteúdo das 36.
"Quem nunca precisou fechar uma folha de pagamento no dia 5 acha que lucro é dinheiro sobrando."
A primeira linha não anuncia assunto: ela divide o mundo em dois e coloca o leitor de um lado. Quem já fechou uma folha se reconhece na frase antes de decidir se concorda.
"O ponto é o que essa lógica faz com um país inteiro."
O texto avisa que não vai defender ninguém em particular. Vira análise, e não briga, o que amplia quem se sente convidado a ficar.
"Você não precisa abandonar o Brasil. Sua empresa pode ficar aqui, sua casa, sua família, sua vida."
É a objeção natural de quem ouve falar em renda em dólar. Ela é respondida no meio do texto, não no fim, e por isso o leitor continua.
"Uma parte do patrimônio em dólar. Uma fonte de renda que continua funcionando independente de quem ganha a próxima eleição. Isso reduz risco, e nada além disso."
É o trecho que funciona sozinho, fora do post, e é a mesma tese que fecha a bio: "Seu dinheiro não precisa morar no Brasil".
"Existem muitos perfis pra você no Instagram. Esse provavelmente não é um deles."
A legenda assume um lado e dispensa quem não concorda. É o oposto do texto que tenta agradar todo mundo, e é o desenho que mais rendeu neste perfil.
A legenda pede para seguir o perfil, e não aponta para operacao.defiers.app. Nas 36 legendas, nenhuma cita o link que o próprio cabeçalho anuncia com a seta.
0,95% de engajamento, vídeo de 21/09/2026, a maior da janela das 12. Vantagem sobre o Molde 1: pode ser feita toda semana, com o mercado que houver.
"O Bitcoin tem até domingo pra confirmar."
A mesma leitura semanal que nas outras publicações começa pelo nível de preço aqui começa por um prazo. Cria motivo para voltar ao perfil no domingo.
"Se fechar domingo acima, o rompimento se confirma. Se voltar pra baixo, foi armadilha."
Dois cenários escritos com todas as letras. O leitor sabe o que olhar, e o texto não fica devendo caso o mercado vá para o outro lado.
"Daqui pra cima, vejo resistência nos 90 mil e depois em 96 a 97 mil."
É leitura assinada em primeira pessoa, e é o que diferencia esta publicação de um boletim: tem alguém dizendo o que vê.
"E cuidado com guru tentando te empurrar carteira 10x, falando que é a última oportunidade."
Um aviso que não custa nada e constrói confiança dentro de um nicho barulhento.
"Fecha acima dos 83 mil ou é só uma armadilha? Deixa aí nos comentários."
Pergunta de duas alternativas, mais fácil de responder que uma aberta, seguida de "faça sua própria pesquisa. Isso aqui não é recomendação de compra". A publicação seguinte, de 22/09/2026, repete a receita e faz 0,50%.
O fecho já foi liberado da chamada para seguir, e sobrou espaço livre no fim do texto. Esse espaço ainda não recebeu o convite para o link da bio.
Mediana de 0,19%. É o tipo de abertura mais usado e, entre os tipos que ele repete, o que este público menos responde por publicação: 5 das 14 chegam à régua de 0,30%, contra 7 das 12 aberturas de tese. São primeiras linhas como a de 31/08/2026, que começa pelo nível de preço e pela agenda de juros.
Mediana de 0,20% e, ao mesmo tempo, 26,8 comentários por 100 curtidas, a maior taxa de conversa do perfil, contra 16,5 do perfil inteiro. A abertura nomeia a série e faz uma pergunta ("o Bitcoin tem lastro?"): rende menos em curtida e mais em resposta.
Mediana de 0,29%. São 21/07/2026 (0,37%) e 11/08/2026 (0,21%). A primeira linha já traz o resultado e o prazo da estratégia, e o texto que vem depois é curto: em 11/08/2026 a legenda inteira tem uma linha e três hashtags.
0,10%, a enquete de 23/08/2026, única do período. A primeira linha traz a pergunta logo depois de citar a alta da semana. Nos dois moldes de cima a pergunta também aparece, mas sempre depois da leitura.
A primeira linha precisa dizer o que ele pensa, e não o que aconteceu. O mercado é o mesmo nos dois grupos: muda quem fala primeiro. Quando a linha de abertura traz uma afirmação assinada, a mediana é de 0,51%; quando traz o estado do mercado, 0,19%. O conteúdo que vem depois é praticamente o mesmo: o mesmo Bitcoin, o mesmo Fed, as mesmas pools.
Vale para a maior e para uma das menores da própria grade: 07/08/2026 abre por uma experiência de empresário e faz 1,20%; 23/08/2026 abre perguntando e faz 0,10%. A diferença não está no assunto nem no dia, está na primeira linha. E nos dois moldes a segunda regra é igual: a pergunta aos comentários só entra depois de o leitor já ter recebido uma leitura pela qual valha a pena responder.
Nas 36 publicações há 10 vídeos, e todos os 10 têm áudio com fala: nenhum ficou sem transcrição. Um deles, o de 07/08/2026, traz o áudio de uma sátira que a própria legenda credita ("Sátira original do @damonimani"), com vozes que não são dele, então não entra aqui como fala de André. Sobram nove vídeos em que é ele quem fala, e eles se dividem em dois jeitos bem distintos de usar a voz. O vídeo é o formato mais forte do perfil: mediana de 0,44%, contra 0,22% das imagens.
"Nessa segunda-feira a gente viu o Bitcoin rompendo, é claro precisa confirmação, mas até então muito forte, a região dos 83 mil dólares. [...] Vejo região de 90 mil dólares como resistência e depois 96 para 97, que é o topo. [...] Cuidado, pessoal, cuidado com os gurus que vão tentar te empurrar a carteira 10x falando que é a última oportunidade agora."
Por que isso importa: é a maior publicação da janela das 12. A fala faz três coisas na mesma ordem da legenda: dá o prazo, nomeia os níveis e avisa sobre o exagero alheio. O aviso contra promessa fácil é o tipo de resguardo que ele repete em outros vídeos, como o de 22/08/2026, e ele o diz com a própria voz.
"25 milhões de dólares gerados em taxas na última semana, colocando essa blockchain em terceiro lugar, só perdendo para Solana e Ethereum. Mas estou falando de uma blockchain nova, que tem menos de um mês de vida. [...] Ela é uma corretora do mercado tradicional, que opera nos Estados Unidos para compra de ações, ETFs, fundos e também mercado cripto. [...] Você consegue investir no mercado tradicional sem ter que sair de cripto, sem ter que sair da blockchain."
Por que isso importa: abre pelo número que prova o argumento antes de nomear o protagonista, que a legenda identifica como Robinhood. É notícia de mercado contada com o interesse de quem opera, e não com o tom de quem repassa manchete.
"Nunca foi tão importante você ter Bitcoin e uma fonte de renda em dólar, principalmente você que mora aqui no Brasil. [...] Quando eu falo sobre investimento, não invista todo o seu dinheiro no Brasil. [...] Gosto muito do Brasil, mas pelo menos tire boa parte do seu dinheiro."
Por que isso importa: é a tese da bio dita em voz alta, quase com as mesmas palavras da linha que o "mais" corta no cabeçalho. A legenda tem 256 caracteres e resume o argumento em duas frases; a fala é onde ele aparece inteiro.
"O Federal Reserve acaba de manter a taxa de juros inalterada nessa decisão, quarta-feira, dia 29 de julho. [...] Aumento de juros estão na mesa. Nessa reunião, nove membros do Fed votaram para a manutenção de juros e três a favor de subir. [...] O que chamou muita atenção não foi nem a movimentação do mercado em si, isso é natural: é ver que os juros de 30 anos subiu, e subiu muito."
Por que isso importa: ele conta a decisão, diz quantos membros votaram de cada lado e ainda explica o que vai olhar na reunião seguinte. É a parte mais valiosa do áudio, e a legenda desse vídeo tem 101 caracteres, a mais curta dos 10.
"As ações americanas começaram a ser tokenizadas. [...] Isso mostra, pessoal, que o DeFi vai além de criptos e de pools de liquidez. A gente está falando de ações americanas. Isso tende a crescer. [...] Você pode ser formador de mercado e ganhar taxas por isso, e não pagar taxa na sua corretora favorita."
Por que isso importa: é um corte de palestra de mais de um ano atrás, como a legenda conta, e mesmo assim faz 0,56%, acima da mediana dos vídeos. Arquivo guardado rende neste perfil, o que muda a conta de produção: nem todo vídeo precisa ser gravado esta semana.
"Se liga só no resultado e no racional por trás de uma estratégia com pool de liquidez, 20 dias após a montagem. [...] Tem uma análise por trás, então não é à toa. [...] Minha ideia, inclusive, era tentar ficar com o ativo, mas saindo pra cima eu ia ter um lucro."
Por que isso importa: ele mostra a decisão antes do resultado: por que escolheu o ativo, em que região comprou, o que faria se o preço caísse. É o tipo de fala que só quem opera consegue dar, e é o ativo de diferenciação mais óbvio do perfil.
"Claro que eu não vou falar para você ficar pegando tudo emprestado, evite o máximo pegar dinheiro emprestado, porque ele não é seu. [...] Você deixa ele como garantia e pega o dinheiro que você precisa. [...] Então 6% ao ano, e não 12% ao mês."
Por que isso importa: a fala começa desaconselhando, e só depois explica. É a mesma marca de cautela do vídeo de 21/09/2026, e é o que permite falar de crédito sem soar como quem vende crédito.
"É mais uma ferramenta, acho que esse é o ponto. Não tem melhor e pior, tem nível de risco. [...] É muito marketing que afasta os investidores. Quando o pessoal entender que dá pra você perder menos em pools de liquidez, pode ser uma grande virada de chave na cabeça."
Por que isso importa: a frase abre e fecha o áudio, o que já é estrutura de conteúdo pronta. É também a tradução mais simples do assunto mais técnico do perfil, e a legenda desse vídeo é a mais longa dos nove, com 821 caracteres.
"Se liga só no resultado dessa pool de liquidez com ação americana tokenizada. [...] Lembrando que essa estratégia eu pretendo sair em dólar. [...] É por isso, pessoal: tem que ter estratégia."
Por que isso importa: no áudio ele refaz a conta inteira, passo a passo, da entrada até o percentual em 13 dias. A legenda tem 130 caracteres e três hashtags: entrega o resultado, e não o raciocínio que o produziu. Entre os 10 vídeos, os 7 com legenda de 300 caracteres ou mais fazem mediana de 0,56%, contra 0,35% dos 3 com legenda curta.
Os nove áudios somam explicação de tese, leitura de mercado e operação desmontada passo a passo. Em três deles a legenda entrega bem menos do que a voz: 29/07/2026 (101 caracteres), 11/08/2026 (130) e 02/09/2026 (256). Nos três, o argumento existe inteiro no áudio e não é reaproveitado no texto, que é justamente o que o leitor vê antes de decidir se dá play.
A correção é de transcrição, não de gravação: pegar da própria fala a frase que abre o vídeo e usá-la como primeira linha da legenda, no desenho do Molde 1. "Não tem melhor e pior, tem nível de risco" e "evite o máximo pegar dinheiro emprestado, porque ele não é seu" são aberturas de tese prontas, ditas por ele, que hoje só existem dentro do áudio. E cada um desses nove vídeos guarda ainda um capítulo do Haro Explica, a série que faz 26,8 comentários por 100 curtidas.
Antes de olhar o perfil, vale olhar o campo. André escreve sobre cripto, DeFi e renda em dólar para o investidor brasileiro. Quatro números públicos dimensionam o tamanho dessa janela.
São 17,2% da população de 16 anos ou mais. Na mesma pesquisa, 7,4% dizem ter ou já ter tido ações em bolsa: cripto aparece 2,3 vezes à frente da renda variável tradicional. O indicador mede quem teve contato com o ativo, não quem mantém posição hoje.
O público que já encostou em cripto é grande o bastante para sustentar conteúdo explicativo recorrente, e não só conteúdo para quem já opera. Datafolha e Paradigma, 2ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas, 2026.
O YouTube vem em primeiro, com 35%, o Instagram aparece com 27% e passa a televisão, com 21%. A pergunta mede canal citado como fonte de informação, não decisão de compra.
O Instagram já é um dos lugares onde o investidor brasileiro procura informação financeira, o que sustenta a escolha da plataforma para esse tipo de conteúdo. ANBIMA e Datafolha, Raio X do Investidor Brasileiro, 9ª edição, recorte divulgado em 2026.
Maior volume já registrado para esse período na série histórica. Exchanges nacionais responderam por R$ 177,6 bilhões, e só em junho aparecem cerca de 4,67 milhões de CPFs nas operações declaradas. É volume declarado ao Fisco, não patrimônio.
O assunto sobre o qual o perfil publica movimenta volume alto e recorde no Brasil, então a audiência potencial não é de nicho fechado. Receita Federal, dados abertos sobre criptoativos, 2026.
Valor 135% maior que os US$ 6,24 bilhões do mesmo período de 2025. Segundo o Banco Central, stablecoins respondem por algo entre 90% e 95% da demanda observada, usadas para pagamento, transferência internacional e liquidação.
A procura por ativo em dólar, tema central do perfil, está em alta medida por órgão oficial, e não só por percepção de mercado. Banco Central do Brasil, estatísticas de balanço de pagamentos, 2026.
Os quatro números apontam para o mesmo lugar. A base de quem já teve contato com cripto é de massa, não de nicho: 29 milhões de brasileiros, mais do que o dobro de quem teve ações em bolsa. O dinheiro que se move nessa direção está em alta medida por dois órgãos diferentes, com volume recorde para o período nos dados da Receita Federal, e a maior parte dessa demanda é de ativo em dólar, entre 90% e 95% segundo o Banco Central, que é o assunto que a bio de André promete em duas linhas.
E o encontro dos dois acontece na plataforma certa: mais de um quarto dos investidores brasileiros diz procurar informação sobre investimento no Instagram. Ou seja, a demanda existe, o volume existe e o canal existe. O que decide quem é procurado nesse cenário não é o tamanho do tema, é a clareza de quem explica: quando o interessado é alguém que ainda está entendendo stablecoin, o perfil que traduz sem exigir repertório prévio é o que fica com a conversa.
Comparamos André com perfis pessoais brasileiros que fazem o mesmo trabalho que ele, analisar e ensinar cripto e DeFi para o investidor daqui: quatro no mesmo patamar de audiência, para medir o dia a dia, e três referências consolidadas do nicho, para mostrar o degrau seguinte. Todos foram conferidos um a um quanto à identidade, ao tema e à reputação, e nenhum tem vínculo com ele. O método é o mesmo para todos: curtidas mais comentários sobre seguidores exatos, por publicação, mediana das até 36 publicações mais recentes de cada perfil.
| Perfil | Seguidores | Publicações | Engajamento mediano | Selo |
|---|---|---|---|---|
| @ulrich.fernando referência em bitcoin e economia | 278.813 | 1.983 | 0,25% | sim |
| @canalbitnada referência em DeFi e renda passiva | 217.306 | 3.914 | 0,10% | sim |
| @criptobrasilofc analista e comunicador de cripto | 149.440 | 2.204 | 0,34% | sim |
| @fabotelho analista técnico de mercado | 34.085 | 1.640 | 0,09% | não |
| @marcellohpaz educador de bitcoin e DeFi | 32.824 | 1.317 | 0,92% | sim |
| @andreharo este perfil | 15.305 | 1.709 | 0,28% | sim |
| @rogeriomenezesx educador de pools de liquidez | 11.991 | 21 | 1,79% | não |
| @cestari.crypto analista de criptoativos | 6.504 | 276 | 0,86% | sim |
| Mediana de perfis pessoais de 10 mil a 50 mil seguidores, 2026 | · | · | 0,54% | · |
| Mediana do Instagram, todos os setores, 2026 | · | · | 0,30% | · |
Coleta pública de 28/09/2026, mesmo método aplicado aos oito perfis: curtidas mais comentários sobre seguidores exatos, por publicação, mediana das até 36 publicações mais recentes de cada perfil.
Fernando Ulrich faz 0,25% com 278.813 seguidores, Felipe Escudero faz 0,10% com 217.306 e Gabriel Della faz 0,34% com 149.440. André faz 0,28% com 15.305 seguidores, ou seja, 18,2 vezes menos audiência que a maior delas e mediana por publicação no mesmo patamar.
A tabela vai de 0,09% a 1,79%, e a mediana dos sete perfis de referência é 0,34%. André fica em 0,28%, pouco abaixo do meio da tabela e a 0,93 vez da mediana geral do Instagram em 2026 (0,30%). O degrau que falta é visível e é de conversa, não de tamanho.
André está em 0,28%, ou 0,52 vez essa régua. Entre os perfis da tabela com porte parecido, Marcello Paz (32.824 seguidores, 2,14 vezes a audiência dele) marca 0,92%, e Fausto Botelho (34.085) marca 0,09%. A faixa inteira é heterogênea: dentro dela cabe quem faz três vezes mais e quem faz um terço.
Primeiro: tamanho de audiência não está explicando conversa neste nicho. Os três perfis com mais de 149 mil seguidores somam 645.559 seguidores e entregam medianas de 0,10% a 0,34%. André, com 15.305, entrega 0,28%. Isso significa que ele já disputa atenção por publicação no mesmo terreno de referências bem maiores, e que crescer seguidor não é o caminho automático para crescer resposta.
Segundo: há espaço claro de subida, e ele está medido. A régua do porte dele em 2026 é 0,54% e a mediana dele é 0,28%. Dois perfis da tabela mostram que esse patamar é alcançável no mesmo assunto: Rogério Menezes, educador de pools de liquidez, marca 1,79%, e Marcello Paz, educador de bitcoin e DeFi, marca 0,92%. São referências do mercado, e servem aqui como prova de que o teto do nicho é bem mais alto do que a média do Instagram sugere.
Terceiro, os limites. A janela de até 36 publicações cobre tempos diferentes em cada perfil: em quem publica muito ela abrange cerca de uma semana, e em Marcello Paz cobre cerca de 3,2 anos, o que significa comparar períodos de mercado distintos. Rogério Menezes tem apenas 21 publicações no total, e a janela dele termina em abril de 2025. Usamos mediana, e não média, justamente porque a média distorce: em Marcello Cestari ela fica em 6,40% contra 0,86% de mediana, puxada por poucas publicações excepcionais. Em Felipe Escudero, uma publicação com curtidas ocultas ficou fora do cálculo. Os seguidores são os exatos lidos no contador, não o número arredondado que o resumo público exibe.
O que a tabela não diz é quanto cada perfil investe em produção ou quanto converte. Ela diz uma coisa só, com rigor: por publicação, o perfil de André conversa hoje no mesmo patamar de perfis com até dezoito vezes mais seguidores, e a distância até a régua do próprio porte dele é de 0,26 ponto percentual. É uma distância de formato e de ritmo, não de audiência.
Das 36 publicações mais recentes, 26 são imagem ou carrossel e 10 são vídeo. A mediana das imagens é de 0,22% e a dos vídeos, de 0,44%, o dobro. Nenhuma das 36 está com curtidas ocultas.
O formato pesa, mas quem decide é o assunto: a tese assinada sobre Brasil e dólar roda a 0,64% de mediana em 3 publicações, e a única delas em imagem, a de 30/05/2026, também marca 0,64%, e os dois vídeos de menor engajamento do período empatam em 0,21%. Vídeo é a aposta certa; o que precisa mudar junto é o que entra nele.
As 36 publicações são todas de 2026, entre 25/05 e 22/09, a uma média de 2,10 por semana. Nas 12 da janela, de 17/08/2026 a 22/09/2026, o ritmo sobe para 2,33 por semana. Não há nenhuma pausa acima de 60 dias.
A maior parada é de 43 dias, entre 08/06/2026 e 21/07/2026, e a própria legenda de 03/06/2026 avisou que a produção seria retomada em breve. Foi exatamente o que aconteceu: 30 das 36 publicações estão entre julho e setembro, sendo 19 só em agosto. Em setembro o intervalo volta a abrir, com 12 dias entre 02/09 e 14/09.
22 das 36 legendas marcam alguma conta, e em 20 delas a conta marcada é o próprio @andreharo, dentro da chamada para seguir o perfil. As outras contas citadas são @wesearchdao (14/09/2026), @damonimani (07/08/2026) e @rhannanafirmo (03/06/2026, a publicação pessoal).
As 22 com marcação têm mediana de 0,25% e as 14 sem marcação, 0,42%. Tirando das duas pontas as três publicações de vida pessoal, a diferença encolhe mas permanece: 0,24% contra 0,32%. Marcar o próprio perfil na legenda não está trazendo retorno mensurável. Horário e dia da semana não formam regra aqui: 18 publicações antes do meio-dia rodam a 0,23% e 18 depois, a 0,29%, diferença pequena demais para virar decisão, e segunda, que concentra 13 das 36, fica em 0,21%.
Não há dado demográfico de público nesta leitura. O que está abaixo é deduzido do que André publica, das contas que ele marca e do que a bio oferece.
Em ordem de retorno sobre esforço. As quatro primeiras não pedem produção nova: são o cabeçalho, os destaques e a chamada da legenda, com material que já está publicado.
Quatro dos seis achados se resolvem numa tarde, sem publicar nada novo. O que pede trabalho é o formato e o calendário, e é aí que o resultado muda.
Indicador: manter o ritmo de 2,33 publicações por semana e a mediana de engajamento na faixa de 0,37% das 12 mais recentes, acima da régua de 0,30% do Instagram.
Indicador: mediana dos vídeos acima dos 0,44% das 36 e mediana geral acima de 0,37%, com metade das publicações do mês em vídeo.
Indicador: taxa de conversa acima dos 16,5 comentários por 100 curtidas do perfil e mediana do grupo de tese mantida perto dos 0,64% com o volume multiplicado.
Análise de Instagram de André Haro · Nobox Group · leitura de 28/09/2026.
Os números vieram do que está publicado no perfil, em coleta pública. Nenhum dado privado de conta foi acessado.